quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Contatos Academia Bonsai Jyuku

karate Bonsai-Jyuku

Rua Luzitana, nº 1433 Centro / Campinas-SP

R. Dr. paulo c. de Pupo Nogueira,600 Nova campinas/ campinas -SP

R.Jose Pinto de Moura, botafogo (esquina c Andrade neves)

Tel.: (19) 3388-1512 / 33872283/81120411/

Professores: Valmir Zuza/Fabio Aranha e Samuel P. Cruz

EMAIL:zuzadojo@yahoo.com.br

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Entrega de Faixa preta


Será hoje, 28/07/2010 na Academia de karate Bonsai-Jyuku a entrega de faixa preta ao karateca Rodrigo cascão Araujo.
O Karateca se submeteu ao exame de faixa Da FPK no mês de Junho.
Hoje além da entrega que é feita durante o treinamento, tamb~em tera uma festa para comemorar.

terça-feira, 3 de março de 2009














NOVO HORÁRIO


DAS AULAS.





SEGUNDA E QUARTA

18:00 ás 19:00) (CRIANÇAS E ADULTOS)

19;00 ás 20:00 (ADULTOS)

20:00 ás 21:00 (ADULTOS)



TERÇA E QUINTA

15:00 ás 16:00 (CRIANÇAS E ADULTOS)

18:00 -as 19:00 (CRIANÇAS)

19:00 ás 20:00 (ADULTOS)
20:00 ás 21:00 (YOGA)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Sensei Juichi Sagara


Juichi Sagara
(1934 - 2001)


Nascido em Tókio, Japão, no ano de 1934, aos dezesseis dias de fevereiro, Mestre Sagara sempre teve uma vida dedicada ao karate. Faixa preta 8º grau pela FMK e 3º grau pela NKK, sua trajetória dentro da modalidade foi cunhada através de bons atos e exemplos.


Sensei Sagara formou-se bacharel em Economia pela Universidade de Takushoku, ocupando posições honrosas nesta área. Sempre preocupado com a qualidade de vida e desenvolvimento humano, Sensei ocupou cargos importantes no Brasil e no mundo, realizando intercâmbios culturais, criando projetos de desenvolvimento para o Brasil com a cooperação mútua entre nosso país e países do oriente em diversas áreas como agricultura, economia, educação, cultura, esporte e ecologia.


Introdutor do karate no Brasil, Mestre Sagara nunca hesitou em passar seu conhecimento, em diversas áreas, aos mais de 120 mil alunos que teve a oportunidade de ensinar. Hoje seu legado continua, através dos percusores do karate tridimensional.


Pouco antes de sua morte, Sensei dedicava-se totalmente, como organizador geral, ao sonho de construção de uma cidade do esporte através de um intercâmbio cultural esportivo Brasil / Japão, que deveria ser um protótipo da paz.


Autoridade máxima do karate Shotokan na América do Sul, teve uma passagem brilhante como administrador fundando as Federações de karate de São Paulo, Pernambuco, Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul. Como presidente da FPK, reestruturou e empenhou-se em tratar a modalidade não só como esporte, mas como filosofia, resgatando o Budô. Ao falecer ocupava o cargo de presidente de honra da federação.

Reishiki / Etiqueta

Reishiki / Etiqueta

Por que, exatamente, fazemos reverência para o instrutor e para nossos colegas de aula quando praticamos as artes marciais japonesas? Há nisso algo que nós, livres, igualitários e democráticos Canadenses deveríamos considerar uma ofensa. Afinal das contas, muitos Canadenses não mais consideram fazer reverências para a família real, porque faríamos reverência à outra pessoa? Para piorar as coisas, em algumas artes nós fazemos a reverência para uma fotografia, ou de forma ainda mais louca, para uma parede. De onde veio isso?
Antes de mais nada, vamos esclarecer que a reverência e outras formas de etiqueta nas artes marciais não indicam subserviência. Elas indicam respeito, o que é completamente diferente. As formas de atitude educada no dojo têm um significado que vai além do conhecimento da raiz Japonesa destas artes.

Naturalmente, é das raízes Japonesas que deriva a etiqueta das artes marciais. Os homens e mulheres que apresentaram o Budo ao ocidente também trouxeram os métodos de ensino que receberam de seus instrutores. Estes métodos incluíam reishiki.

Após uma geração ou duas na América do Norte, a reverência pode ter começado a parecer um tanto artificial. Isso é natural, pois expressamos nossa polidez de outras formas, que não incluem a reverência. Nós apertamos as mãos, chamamos as pessoas de "senhor". Abrimos as portas para pessoas. Temos dezenas de maneiras de expressar nossa educação e respeito que podem ser lembradas, assim como um Japonês pensaria na reverência.

Talvez devamos examinar a questão com mais cuidado, o que estamos demonstrando quando fazemos uma reverência de maneira tão superficial, e como nós, Canadenses, podemos usar estes rituais “transplantados” em nossa própria vantagem.

No Japão, reishiki se desenvolveu até um alto grau no período Tokugawa (1603-1868), com o surgimento de diversas escolas da arte. O grande movimento de neo-confucionismo da época estava crescendo, dando ao ato o significado hierárquico que ele carrega atualmente. A idéia de que toda a autoridade vem de cima e que todas as pessoas têm seu lugar na ordem das coisas era reafirmada pelo grau da reverência entre as pessoas.

A corte Imperial, desde o início de sua história, sempre reforçou reishiki e os bushi (que, originalmente, eram aldeões incultos) durante sua associação assumiram o hábito. A corte do Shogunato adotou estas maneiras e a partir dela os samurai de todo o país começaram a usar as mesmas formas.

Mas não demorou para que os bushi criassem suas formas particulares e distintas de etiqueta. Mesmo na era Tokugawa, o ato da reverência ía além de um simples reconhecimento da autoridade, entrando no campo de como agir de forma apropriada o tempo todo.

De forma simples, foi o reishiki que permitiu que os samurai de Edo vivessem suas vidas sem atos considerados ofensivos, mas ao mesmo tempo, sem diminuir seu grau de atenção em nenhum momento. Era uma questão de segurança tanto quanto questão de ação correta e cortesia. Com a constante atenção a cada movimento, a mente do guerreiro só podia se manter alerta todo o tempo. Sem distrações, a possibilidade de acidentes era diminuída e as atitudes tomadas (ou aceitas) jamais seriam “sem intenção”.

É este aspecto da etiqueta samurai que foi adicionada às artes marciais neste país. As reverências não são uma forma de submissão, são uma forma de se praticar de maneira segura e com atenção. "O Budo começa e termina com Reishiki". Isso não quer dizer que balançamos a cabeça no início e no fim da aula, isso significa que o Budo é Reishiki. As boas maneiras não são "adicionadas”, elas são parte da arte.

Não há nada de errado em se fazer uma reverência ao seu instrutor simplesmente para dizer “agradeço”. Ele trabalhou duro por muitos anos para atingir o nível de habilidade que agora pode ser passado para você. Este esforço deve ser respeitado, pois devido ao fato de ele ter se esforçado, você pode aprender com mais facilidade. As reverências e outras formas de educação demonstram ao professor e a você seu respeito pelo esforço, e que por isso você dará tudo de si para aprender o que puder. Desta forma, reishiki tem o propósito de focalizar sua concentração no que você está fazendo.

Uma das razões para se treinar artes marciais é “perder o ego”. Você não pode fazer uma reverência sem sentir que, de alguma maneira, você está se submetendo à outra pessoa, assim você tem a oportunidade de diminuir seu ego. Neste caso, a reverência é um choque em um nível fundamental contra a idéia de se ver como uma entidade “diferenciada”. Este choque é ainda maior em uma sociedade que não reverencia nada. Quanto maior o choque contra a idéia do “eu diferenciado”, mais aberta a pessoa estará às novas idéias e maior a chance de se aprender algo.

Reishiki vai além da simples reverência no moderno dojo, assim como há duzentos anos atrás. A etiqueta define como entrar e sair da sala, como se mover ao passar por seus colegas, como se sentar, como ficar de pé, e como você deve praticar. Se todos seguem o mesmo código de conduta, todos saberão o que esperar em uma aula. Isso significa simplesmente que você não precisa se preocupar que alguém fique na sua frente quando você não estiver esperando por isso, e assim você pode se preocupar com outras coisas. Ao mesmo tempo, as ações específicas de reishiki têm o efeito de lhe dar uma postura mais alerta para que quando o inesperado acontecer você possa lidar com isso.

Cada arte e cada instrutor da arte estabelecerá um código específico de conduta para seus alunos. O que é principal a ser lembrado é que você deve agir o tempo todo com atenção absoluta no que está fazendo e no porquê. A seguir, apresentamos uma discussão sobre as diversas formas de reishiki que são comuns na maioria dos dojo Japoneses.

Ao entrar ou sair de uma sala ou da área de prática, você pára, junta os pés e faz uma reverência em direção ao local da prática. Isso é freqüentemente descrito como uma prece ao dojo aonde você vai praticar bem e com energia. Se você não deseja fazer uma prece a uma estrutura de madeira ou cimento, faça uma pequena meditação para si mesmo. Você deixa o mundo exterior agitado e confuso e entra no mundo profundamente concentrado do dojo. Este é o primeiro passo, e é seguido por uma série de ações que lembram a você, em um nível subconsciente, que o que está fora deve ser deixado do lado de fora.

Reverência ao Shomen
Esta é uma reverência feita no início e no final de cada aula, dirigida ao ponto mais alto da sala, ou talvez em direção a uma fotografia, um texto, ou em direção a um santuário Xintoísta. A reverência é outro passo de transição do mundo exterior para o dojo. Também é um momento em que o aluno pode refletir sobre a história de sua arte, pois é aí que se expressa a gratidão ao fundador e aos mestres anteriores da arte. A reverência ao Shomen também serve para lembrar aonde ele fica, e isso é importante para a forma como você vai se movimentar no dojo.

Reverência ao Sensei
No início e no fim da aula, os alunos têm a chance de fazer uma reverência formal ao instrutor. Isso deve ser feito cuidadosamente e com completa atenção, pois é sua chance de demonstrar sua gratidão pela paciência e pela habilidade do Sensei. Isso demonstra seu desejo de aprender e seu pedido para receber suas instruções.
Diversas vezes durante a aula você terá a chance de agradecer ao instrutor pelo aconselhamento ou pela correção. Ao fazer esta reverência com completa concentração, certamente você estará atento ao que está sendo dito. É muito fácil simplesmente não prestar muita a tenção e dizer "obrigado", voltando a praticar de forma errada.

Reverência ao parceiro
Se você tem a oportunidade de trabalhar com um parceiro, vocês farão uma reverência um para o outro. Novamente, faça-a com cuidado e com total atenção. Você estará dizendo ao seu parceiro, “por favor, pratique comigo” e "agradeço por sua cooperação". Uma reverência descuidada levará a uma prática descuidada, o que pode ser um risco de acidentes se um aluno faz uma reverência enquanto o outro ataca.
Sempre se lembre que os alunos mais antigos e os instrutores podem dizer muito sobre a sua atitude pela forma como você observa a etiqueta do dojo.

Sapatos
Sapatos ou chinelos devem ser usados ao se caminhar para a área de prática, para se evitar alguma infecção, que poderia ser passada para seus colegas. Estes sapatos devem ser retirados ao entrar na área de prática e devem ser alinhados corretamente, apontando para fora do dojo. Eles devem ficar alinhados e fora do caminho para evitar que alguém tropece na sua bagunça. Eles devem estar alinhados e prontos para serem calçados para evitar confusões no final da aula e agilizar sua saída.

Forma de Andar
Todos os movimentos no dojo devem ser feitos com completa atenção e controle, todo o tempo. É considerado rude balançar os braços ou ficar girando a cabeça, ou ficar olhando para tudo exceto para o que você deveria estar observando. Olhe para onde você está indo todo o tempo e você estará em segurança, bem como estará sendo educado.
Caminhar de forma educada e polida significa ser capaz de parar sem cair em qualquer ponto, estando com seu corpo sob controle. Se você vai passar por seus colegas que estão praticando, espere até que eles terminem, não os interrompa. Esta é uma regra de segurança também. Se você está passando por uma fila de alunos sentados, ande por trás deles, não na frente, entre eles e o instrutor. Isso impediria a visão deles e você se exporia a um ataque. Na verdade, você os estaria provocando, para que eles o ataquem. Isso demonstra que você não está prestando atenção. Se você precisar passar na frente deles, estenda a mão direita e faça uma leve reverência para frente para se desculpar por estar lhes bloqueando a visão. Isso colocará sua mão ao alcance da visão deles antes que vejam seu corpo, assim eles terão a chance de evitar qualquer ato potencialmente perigoso.

Ao ficar de pé
Quando você está de pé, é uma falta de educação se encostar na parede, ou colocar as mãos nos bolsos, cruzar as pernas ou ficar de forma desmazelada. Todas estas proibições vão evitar que você se mova para uma posição que o exponha a um ataque ou a um ferimento. Seria uma paranóia acreditar que alguém vai se esgueirar por trás de você e atacá-lo, mesmo durante uma aula de arte marcial. Mas não é paranóico imaginar que alguém pode cair em cima de você, vindo por trás. Ao estar de pé de forma correta, você estará na melhor posição para evitar um perigo.

Ao se sentar
Você deve ser igualmente polido ao se sentar. No Japão é geralmente considerado rude e feio sentar com as pernas esticadas para frente. Pense nesse ponto fraco em termos de cultura ao se sentar com as pernas esticadas à sua frente durante a aula. Agora, pense o que aconteceria com seus joelhos se alguém caísse sobre eles durante a prática. Por outro lado, pense em como você se sentiria se alguém tropeçasse e se machucasse por sua causa. Novamente, a regra de etiqueta é igualmente uma regra de segurança. Seus braços e pernas devem sempre estar recolhidos e protegidos.

Armas
A maioria das regras de etiqueta no moderno Budo Japonês teve suas origens no uso e na prática com a espada. Com vários alunos usando suas lâminas afiadas ao mesmo tempo, certas formas de atitudes foram desenvolvidas pelo bem da segurança. Quando o espadachim saía do dojo, a necessidade de um código de procedimento que mantivesse as espadas dentro de suas bainhas era ainda mais óbvio. Na verdade, uma das desculpas para uma briga era a prática de saya ate, ou bater na bainha da espada de outra pessoa com a sua ao passar. Assim, passar pelo lado direito de outro espadachim se tornou uma coisa perigosa (e indelicada). Era necessário passar de forma que a espada do outro estivesse fora de alcance. Também se tornou um gesto de educação colocar sua espada a determinada distância em momentos específicos pois isso mostrava suas intenções, pacíficas ou não. O ato de tocar a lâmina de outra pessoa, ou mesmo passar sobre ela, não era apenas descortês, mas era também um ato de agressão.
A maioria das regras elaboradas para o manejo da Katana surgiu pela simples necessidade da manutenção do controle, bem como para demonstrar claramente aos outros que suas intenções eram pacíficas.
Na próxima vez que você fizer uma reverência durante a aula, pare um momento e pense o porquê disso e qual é o propósito deste gesto.



Autor: Kim Taylor - Iaido Newsletter 13 de Junho de 1991.
Tradução realizada por Jaqueline Sá Freire (Brazil Aikikai - Hikari Dojo – Rio de Janeiro)

O Kata


O Kata

A palavra Kata, traduzida aproximadamente do japonês significa “A maneira pela qual as coisas são realizadas”. É em geral usada para descrever um esquema ao qual devemos nos conformar. Esse conceito de disciplina tem enorme importância na cultura japonesa.

A cerimônia do chá, por exemplo, é realizada sob a forma de um kata. A maneira pela qual um chá é preparado, servido e consumido forma um conjunto, um kata, ou seja, uma série de ações estruturadas.

Ikebana, a arte de arranjar as flores, é realizada como um kata, exatamente como a arte da caligrafia, onde há uma maneira muito estruturada de trabalhar com o pincel, a tinta e a tela.

A idéia de Kata é em geral encontrada nas artes marciais. Nos tempos antigos, os samurais tinham de dominar numerosos e diversos katas, não apenas nas artes marciais, mas também na arte de arranjar as flores, na caligrafia e na cerimônia do chá.

Mas no nível de formação dos samurais, pouco importava se o kata que dominavam fosse o da defesa pessoal ou o da preparação do chá. O domínio de qualquer kata levava à mesma realização e lhes proporcionava as mesmas lições sobre a paciência, o respeito, o autocontrole, a perseverança e a precisão, para citar apenas algumas qualidades.

Sendo assim, o kata não é uma finalidade em si, mas sim um meio que permite atingir um objetivo: as lições que nos ensinam. É essa a essência da prática de um kata.

É importante dominar um kata não apenas porque ele deve ser realizado corretamente, mas sobretudo em razão daquilo que aprendemos durante o processo de domínio. Como com qualquer mestre, é importante respeitar o Kata, mas é o ensino que ele ministra que tem a maior importância.

A simpatia ou a antipatia que sentimos por um determinado mestre - quer se trate de uma pessoa, quer se trate de um kata - não deve fazer com que percamos de vista o ensino que precisamos assimilar.